Saúde

Pediatras lançam campanha #MaisQueUmPalpite

No final do mês de Abril, participei de um encontro super importante a convite da Sociedade Brasileira de Pediatria para o lançamento da campanha digital #MAISQUEUMPALPITE! Claro que Diguinho esteve comigo por lá, e claro que rolou vários cliques da criançada!

Mamãe blogando! Dou um doce para quem me encontrar!

Palpitinho, mascote da campanha
Logo aqui abaixo eu conto tudinho a respeito da campanha, bora saber mais?!


Não tem mãe e pai que escapem dos palpites. Pode ser a vizinha, o amigo, ou até mesmo um desconhecido: parece que todo mundo tem um conselho ‘infalível’ sobre a saúde e a rotina das crianças. Mas, para um tema tão importante, opiniões não bastam: é preciso encontrar informações confiáveis, que ajudem a esclarecer as principais dúvidas sobre os cuidados com os filhos. Por isso, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou a campanha #MAISQUEUMPALPITE, com apoio da Pfizer.
Em tempos de fake news e de mitos espalhados pela web, o objetivo da campanha é proteger as famílias brasileiras com informações seguras sobre saúde infantil, com foco no desenvolvimento adequado das crianças. Esse conceito de proteção passa por vários aspectos da infância, como alimentação, lazer, sono, dia a dia, amamentação e a prevenção de doenças por meio das vacinas.
“O que os pais mais desejam, sempre, é acertar nas decisões sobre os cuidados com seus filhos. Mas, para isso, é preciso empoderar as famílias com informações confiáveis. E não há fonte mais segura do que o próprio pediatra, com base nas evidências científicas que ele conhece e na prática clínica do dia a dia. Em tempos de fake news, levar informações confiáveis adiante é o nosso propósito””, afirma a pediatra Luciana Rodrigues Silva, presidente da SBP.
Para transmitir suas mensagens com leveza e sem abrir mão do conteúdo, a campanha #MAISQUEUMPALPITE marca presença em alguns dos principais canais de comunicação com os jovens pais, como Instagram e Facebook. Por meio deles, com vídeos curtos e posts, o internauta poderá conhecer o boneco Palpitinho, mascote da iniciativa. Criado especialmente para a campanha, o personagem representa todos os palpiteiros que habitam o dia a dia dos pais, colecionando comentários impróprios sobre os diferentes assuntos ligados ao desenvolvimento infantil.

Além de contar com suas próprias redes sociais, a campanha vai promover um verdadeiro road show com pediatras visitando os canais de influenciadores importantes no segmento materno-infantil, como a atriz e apresentadora Thais Fersoza. No primeiro vídeo da série, ela conversa com o pediatra Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da SBP, sobre as principais dúvidas relacionadas à meningite. Depois, ao longo da campanha, mais pediatras da SBP visitarão outros influenciadores para abordar novas questões importantes no âmbito da saúde infantil. Sempre, é claro, com a participação especial do boneco Palpitinho.
Os vídeos gravados com os influenciadores serão veiculados nas redes sociais de cada um dos participantes e estarão disponíveis no site da iniciativa (www.maisqueumpalpite.com.br). Ali, o internauta também poderá conferir informações mais aprofundadas sobre as temáticas abordadas pela campanha, com foco nas várias formas de proteção ao desenvolvimento infantil: seja por meio das vacinas e dos outros fatores que fortalecem a imunidade, ou a partir de medidas adequadas para garantir a segurança das crianças no dia a dia, tanto em casa e nas atividades de lazer como no transporte e em outras situações.
“Quando falamos em proteger a saúde infantil, é impossível não pensar na importância da vacinação. Trata-se de uma medida que, neste momento, merece ainda mais atenção, considerando que o País assiste a um aumento no número de casos de doenças infectocontagiosas passíveis de prevenção, como o sarampo, um problema que caminha de forma paralela às quedas nas taxas de vacinação no Brasil e ao fortalecimento dos movimentos antivacinação”, diz o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia.

Quando o assunto é saúde infantil e proteção contra as doenças infecciosas mais frequentes na infância, falta informação e sobram percepções equivocadas entre os pais dos bebês brasileiros. Essa é a conclusão principal da pesquisa Doenças infectocontagiosas nos 2 primeiros anos de vida: mitos e temores das famílias brasileiras, um novo levantamento realizado pelo IBOPE Conecta, a pedido da Pfizer, a partir de 1.000 entrevistas on-line com mães e pais de todas as regiões do País.
Os dados da pesquisa, que ouviu pais das classes A, B e C, apontam que os mitos são populares em todos os estratos sociais. Chuva, vento e sereno são os elementos mais lembrados, por exemplo, quando os entrevistadores perguntam aos pais sobre os fatores que mais expõem as crianças pequenas às doenças infectocontagiosas. Essa relação é apontada, equivocadamente, por 63% da amostra. E a porcentagem sobe para 70% entre os entrevistados da classe A, chegando a 67% na classe C. Por outro lado, os fatores que de fato mais favorecem a transmissão dessas doenças, como a permanência em locais, são menos citados.
Se os fatores de risco para as doenças infectocontagiosas confundem os pais, na hora de adotar medidas preventivas contra essas enfermidades as dúvidas aumentam mais. Embora 94% deles classifiquem a vacinação como uma forma de proteção importante, persistem mitos sobre as doses de reforço, a segurança das vacinas e a própria necessidade da imunização. Pelo menos 30% dos pais estão convencidos, por exemplo, de que higiene seria o suficiente para prevenir essas doenças, o que não é verdade.
O conhecido mito de que as vacinas costumam causar a doença que deveriam prevenir também aparece no levantamento. Pelo menos 1 a cada 5 pais entrevistados acredita que essa relação é verdadeira, proporção que sobe para mais de 1 a cada três quando se analisa apenas a classe A. Além disso, a porcentagem daqueles que dizem não saber se essa relação é ou não verdadeira também se mostra alta, chegando a 26% na média do total de entrevistados.
O comportamento de subestimar a possível gravidade de doenças infecciosas comuns na infância é outro ponto que chama a atenção entre os resultados da pesquisa. No recorte por estrato social, 21% dos pais da classe A dizem concordar, totalmente ou parcialmente, com a ideia de que essas enfermidades seriam inofensivas, de modo que as crianças poderiam superá-las facilmente. Quando se considera o total da amostra, porém, a porcentagem relacionada a essa falsa percepção cai para 15%.

Segurança

Ainda em relação à imunização, as incertezas dos pais a respeito da segurança das vacinas também se destacam. Mais de 20% dos entrevistados demonstram ter dúvidas sobre o assunto, de modo que 10% deles discordam, totalmente ou parcialmente, da ideia de que as vacinas sejam de fato seguras. Além disso, 11% desses pais dizem que não conseguem opinar sobre a segurança desses produtos. Como contraponto, o grupo de entrevistados da classe A é o único em que a maioria dos participantes diz concordar totalmente com a afirmação de que as vacinas são realmente seguras.
Presidente do Departamento de Imunizações da SBP, o pediatra Renato Kfouri lembra que a perpetuação de muitos dos mitos sobre vacinação que aparecem na pesquisa podem fortalecer cenários preocupantes, como os movimentos antivacinação. “Hoje, com a força das redes sociais, qualquer boato se espalha rapidamente. E, no campo da imunização, esse fenômeno se destaca ainda mais. É uma área que acaba sendo bastante impactada nesses tempos de fake news”, diz o médico.

Diferenças entre vacinas

Entre as percepções equivocadas a respeito da imunização infantil, a falta de informação sobre as diferenças entre algumas das vacinas oferecidas pela rede pública e as opções das clínicas privadas também se destaca na pesquisa. A maioria dos entrevistados na classe A (75%) e da classe B (73%) acredita que as alternativas oferecidas por postos e clínicas particulares são iguais ou não se sentem confortáveis para opinar sobre esse assunto.
“O Programa Nacional de Imunizações (PNI), considerado um dos melhores do mundo, oferece gratuitamente as vacinas prioritárias em termos de saúde pública. Elas evitam as doenças que mais acometem a população, nas faixas etárias com maior risco de adoecer e de apresentar complicações. Já o foco dos calendários das sociedades médicas, que são seguidos pelos serviços particulares, é a proteção individual, de modo que estão contempladas todas as vacinas que podem beneficiar aquele paciente. Há, portanto, calendários diferentes, mas as duas estratégias são importantes”, afirma Kfouri.
As diferenças entre as vacinas das duas redes estão relacionadas, sobretudo, à cobertura que proporcionam. Esse é o caso da imunização contra as doenças pneumocócicas: enquanto a vacina preconizada pelos serviços particulares protege contra 13 sorotipos da bactéria pneumococo, a do posto de saúde contempla 10 sorotipos. Essa variação de cobertura também ocorre na vacinação contra a meningite bacteriana causada pelo meningococo. A rede pública oferece o imunizante para o sorogrupo C, o mais comum no País, mas nas clínicas particulares é possível vacinar a criança, de uma só vez, contra quatro sorogrupos de meningococo (ACWY). Também há uma vacina específica para o sorogrupo B. Apesar disso, a maioria dos pais ouvidos (51%) está convencida de que os postos oferecem todos os imunizantes indicados para as crianças pelas sociedades médicas.
O levantamento também evidencia que as famílias têm dúvidas importantes sobre o esquema vacinal das crianças. Por exemplo: 68% dos pais desconhecem a informação de que o atraso na aplicação da segunda ou da terceira dose pode interferir no resultado da imunização – ou preferem não opinar sobre o assunto. Outros 40% desconhecem o impacto do adiantamento dessas mesmas doses sobre a eficácia da imunização.
“Os dados da pesquisa indicam que ainda existe um amplo trabalho de conscientização a ser feito com esses pais e mães, já que vários mitos persistem nessas famílias. Por isso, disseminar informações confiáveis é imprescindível”, afirma o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia.

Doenças temidas

Em meio a tantas dúvidas sobre a imunização dos filhos, em um ponto os entrevistados concordam: meningite é a doença mais temida pelas famílias brasileiras, tanto na média geral dos participantes quanto em cada um dos subgrupos analisados pela pesquisa, considerando recortes por faixa etária, classe social e regiões. Em segundo lugar aparece a pneumonia, mencionada por 59% da amostra, como ilustra o quadro abaixo. E essa porcentagem sobe para 68% quando se analisa apenas os pais da classe A.
Ainda que os pais entrevistados demonstrem uma preocupação forte em relação à pneumonia, o levantamento aponta uma contradição nessa temática: questionados sobre as doenças que poderiam ser prevenidas por meio das vacinas, apenas 33% dos participantes citaram a pneumonia. Hepatite B e tétano foram as enfermidades mais lembradas. Meningite também se destaca, em quinto lugar, mencionada por 80% desses pais.
O temor dos pais em relação à meningite tem fundamento. A doença é potencialmente grave, sobretudo os quadros bacterianos, e a criança infectada pode chegar ao óbito ou apresentar sequelas graves. Apesar disso, a pesquisa aponta que as famílias estão pouco atentas a sintomas sugestivos de meningite, como a rigidez na nuca. Essa condição é mencionada por apenas 33% dos entrevistados quando questionados sobre sintomas que consideram mais assustadores nos filhos.
No recorte por subgrupos, a preocupação com a rigidez na nuca se acentua na classe A e se enfraquece entre os pais mais jovens. Há, porém, outros sintomas importantes que podem sugerir um quadro de meningite, como manchas vermelhas na pele e vômitos em jato. Nesses casos, é fundamental contatar um pediatra de confiança o quanto antes. “Este 24 de abril, quando celebramos o Dia Mundial de combate à Meningite, é uma oportunidade importante de conscientizar a população sobre essa doença tão impactante, mas que pode ser prevenida”, complementa Correia.